NOME: Rodrigo
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02/08/2006 10:34
A perfeição parecia tão imutável
que o flébil padecer do rosto surpreende
a flama da peça vivida

divina obra de criação de ídolos e ilusões
tranforma-se em plangente lamentar

dentro da morte conceitual dos sentidos
pois do chegar das lamúrias, do surgir do lamento
determinou-se o fim e a inutilidade dos heróis

e é na tentativa de reviver a antiga récita
que a voz tenta enunciar sílabas

porém frívolas sílabas formam palavras inconcludentes
a desesperada tentativa de subsistir
chega ao seu fim submetendo-se ao ostracismo





















amar, para quê?



enviada por Rodrigo



11/07/2006 17:06
I am nerdier than 99% of all people. Are you nerdier? Click here to find out!
enviada por Rodrigo



22/06/2006 19:55
Se em um dia qualquer, em dado momento,
Se pensares em mim e no amor que sentimos,
verás que a saudade já não é tormento,
porque além do amor, nós dois existimos!

E, mais que vida, somos felicidade,
por redoma protegida, sem qualquer tristeza,
longe de nós, o desrespeito, a maldade,
vivemos sentimentos da maior grandeza!

somos estrelas e a amplidão do mar,
tal como o sol, somos imenso calor,
noss'alma branca é como o luar,
nossos corações explodem amor!

quando este sentimento o nosso todo invade,
cintila nas estrelas, perfuma em todo ar,
é soma de carinho, bem-querer, saudade,
é alegria de viver por tanto amar!




Fiquei muito tempo sem postar... O mestrado está me tomando muito tempo...
Este poema, reflete perfeitamente o meu estado atual de ser...
enviada por Rodrigo



06/01/2006 23:30
Pétalas

Doce dama do mar, sonho um dia colher-te qual uma rosa
Que no leito meu corpo vem ornar
A essência do amor a exalar
Quero apertar, mas não devo
Posso te despetalar.
Não te quero fragmentos
Ou pequenos pigmentos.
Quero u’a flor por inteiro
Pétalas em harmonia
Afinada sinfonia.

Doce dama do mar, sonho um dia colher-te qual uma rosa
Sob a cor escarlate a vicejar
A fissura do amor a desvelar
Quero romper, mas não devo
Posso te fazer sangrar.
Não te quero filamentos
Vertendo gotas ao vento.
Quero u’a flor bem faceira
E eu desperto relento
Para poder te tragar.

Doce dama do mar, sonho um dia colher-te qual uma rosa
Com respingos de amor a merejar
Envolvida no pálio do luar
Quero sorver, mas não devo
Posso me embriagar.
Não te quero ópio forte
Que me atinja de morte.
Quero uma rosa rosada
De pele sempre suada
Aberta, querendo amar.

enviada por Rodrigo



24/12/2005 19:23
...

Na esquina da vida,
Alguém se perdeu...
Virou página esquecida,
E emudeceu!

Caminho tortuoso!
Um início sem fim...
Pra quem é cauteloso,
Atinge os confins!

É necessário encontrar-te,
Onde começaste:
Numa esquina vazia!

E nela plantar o amor,
Com realce de uma flor,
Com invocatória sadia!

enviada por Rodrigo



07/12/2005 11:36
Meu Silêncio


Silêncio que vai aos ventos
E que se faz bem audível
Silêncio que corta a noite
Com seu traje invisível...
Uma saudade em pernoite
Seguindo sua própria sorte
São acenos... indizíveis.

São ecos amordaçados
São estrelas encobertas
Uma nau por entre brumas
Em trajetória incerta
Orvalho sem madrugada
Um vergel sem passarada
Qualquer urbe já deserta.

Sinfonia do silêncio
Alguém se põe a ouvir
No seu carro... reticências
Momento pra refletir...
Sim... deve haver u’a recompensa
Depois de tanta descrença,
Por quem quer o amor sentir.




PS: Apesar dos versos tristes postados ultimamente, estou muito feliz. Fui aprovado no mestrado.

enviada por Rodrigo



30/11/2005 20:14
Ao Mistral (Canção para dançar)



Autor: Friedrich Wilhelm Nietzsche



Mistral, caçador de nuvens

Matador de melancolia, corredor do céu,

Tu, que muges, como eu te amo!

Não somos um do outro os dois primícias,

de um mesmo seio, mesma sorte -

eternamente predestinados?



Aqui, atalhos lisos do rochedo,

que acorro dançando a teu encontro

Dançando conforme assobias e cantas,

Tu que sem navios e remos,

Livre irmão da liberdade,

Arremetes para os mares selvagens!



Mal desperto, ouvi teu apelo,

corri para as falésias,

para os rochedos amarelos do mar.

Saúde! Semelhante às brancas vagas

de torrente diamantina, descias

vitoriosamente da montanha.



Nas arenas do céu

vi galopar teus cavalos

vi o carro que se arrasta

vi o gesto de tua mão,

quando no dorso dos cavalos

deixa cair o relâmpago do chicote.



Eu te vi saltar do carro,

para acelerar a corrida,

Eu te vi como seta,

tombar inteiro no vale,

como um raio de ouro que trespassa

as rosas da primeira aurora.



Dança agora sobre mil costados,

Dorsos das vagas, vagas pérfidas,

Saúde a quem cria novas danças!

Dancemos então de mil modos,

que nossa arte seja chamada livre!

Gaia - nossa ciência!



Arranquemos a todas plantas

uma flor para nossa glória,

E duas folhas para uma coroa!

Dancemos como trovadores,

no meio de santos e de putas,

A dança entre Deus e o mundo!



Quem não sabe com os ventos

dançar e tropeça

como um velho,

aquele que é hipócrita,

glorioso e com falsas virtudes,

que deixe nosso paraíso.



Varramos a poeira das rotas,

ao nariz de todos doentes,

espantemos os débeis,

purifiquemos toda a costa,

do hálito de peitos encovados

e dos olhos sem coragem!



Expulsemos os que turbam o céu,

escurecem o mundo, espalham as nuvens!

Aclaremos o reino dos céus!

Mujamos - mais livre

de todos os espíritos livres,

contigo minha felicidade muge,

como a tempestade.



E toma, para que a lembrança

desta felicidade seja eterna,

recebe como herança,

a coroa que tens aqui!

Atira-a para o alto, mais longe,

ao assalto da escada celeste,

prede-a às estrelas!




enviada por Rodrigo



24/10/2005 20:20
Anúncio

Estou a procura de uma mulher,
Mas não procuro a mulher
da perfeição inatingível
Mas quero a mulher ideal
dos meus sonhos possível
Beleza interior é fundamental
Terna, meiga e carinhosa
Culta, alegre, inteligente
Com as minhas fraquezas, tolerante
Com a minha indisciplina, exigente
Sem ser escrava do espelho, vaidosa
De salto alto ou pés descalços, elegante
Na areia da praia ou na grama do jardim
Amante das flores e das cores
Da música e da poesia
Amante da vida e de mim
De uma rede para os dias de verão
De uma boa cama para todos os dias
Uma boa leitura nas horas de lassidão
Discussões filosóficas
Sobre o tudo e o nada
Mas também conversas singelas
contando causos e histórias
sobre o dia-a-dia de nós dois
Abordagens políticas e contraditórias
Mas também risos soltos e sonoros
em gostosas gargalhadas
Jogos de estratégia e de mistérios
mas tantos outros que adoro
do baú de nossa infância
lado a lado com as crianças
Um rosto sereno de beleza própria
Um olhar iluminado e iluminante
Um sorriso largo, sutil ou esboçado
mas um sorriso...
Uma voz tranqüila de um timbre
que já conheço
Um sussurrar doce e apressado
de peles e pelos em simbiose
Capaz de provocar em mim
Uma completa metamorfose
De entrega total
Incondicional
A essa mulher ideal
enviada por Rodrigo



18/10/2005 09:49
Ode a uma Sereia

Sabes que você para mim,
é a beleza personalizada
em teu corpo
e em tua alma
Meus olhos
te capturam por inteiro
como se apoderando
da tua imagem
Mas os olhos do coração
relutam em se aproximar
por medo ou por precaução
temendo tudo não passar
de uma linda miragem
ou de fruto de minha solitária imaginação...
enviada por Rodrigo



14/10/2005 08:35
Saudade do seu silêncio...

O teu rosto compõe a paisagem
e quebra a rudeza do asfalto
repleto de pressas e compromissos
Doce é o contraste do teu semblante
no quadro que se desenha
entre o azul do mar
e o verde da montanha
Teu olhar se desmancha
no horizonte na busca
do elo perdido entre
os teus passos e os teus sonhos
Faz sol e a tua sombra se projeta
ao alcance dos meus braços
Mas não posso te alcançar
porque sei que estás ausente
além desse horizonte
em que se perde teu olhar!

enviada por Rodrigo



27/09/2005 09:29
Tempo...

Um instante passou. Olhos fechados.
Perderam-se conceitos (tempo e espaço)
E o coração avisa aos seus pedaços:
Melhor que ser eterno é ter passado!

É sombra que não segue, anda ao lado.
Passagem que não passa, fica ao passo.
Calor que noutro riso e noutro abraço
Será sempre conosco transportado!

Tenta-me a estrela (Delírio alucinado):
-Eu dou-te a eternidade cintilante
Em troca de teus poucos vivos anos!

-Eu não. Respondo efêmero e apagado.
Melhor que ser eterno é ser instante,
Ser vivo, ser passado e ser humano.

enviada por Rodrigo



20/09/2005 13:31
...



Perdi-me no tempo, nos pensamentos, no espaço,

E, na calada da noite, não sinto este chão onde piso.

Tudo me oprime e, neste instante, sou embaraço,

E já nem sei se estou são ou se tenho siso.



Preme o cérebro, roda a minha cabeça tão indecisa,

Mergulho no mais profundo da minha alma,

Preciso de ar, forte vento ou leve brisa,

Tremo ao pensar e nada mais me acalma.



Quero dormir, dar descanso ao corpo e à mente,

Sem mais sonhar, enfrentando a realidade.

Sei qued evo partir deste mundo inconseqüente,

e aguardar o porvir da eternidade.





Dois meses sem postar nada... Nunca fiquei tanto tempo assim sem escrever. Vou tentar evitar esse tipo de coisa. Prometo!


enviada por Rodrigo



20/07/2005 19:50
A sereia e o vampiro

Na noite seguinte o vampiro retorna a praia em busca da sereia...

Das águas azuis do mar da vida
emergiste qual branca sereia,
longos cabelos cobertos de conchas
tendo nos ombros mantilha de espuma.

Foi um feitiço que para mim fizeste.
Bebi a poção na tua boca vermelha,
e ébrio em teus braços me prendeste
para lançar-me nas ondas da paixão.

Debati-me, e por não querer salvação,
sinto-me agora um junco fincado
no solo lamacento dum pântano
lutando com o tempo para não vergar

sob o vendaval da ausência e do desprezo.
Chorei... Enterrei-me em grande dor,
e meu coração sofrido em triste canto,
pede que o libertes desse fatal encanto.


enviada por Rodrigo



30/06/2005 08:10
O Paradigma da Felicidade


Aonde está a felicidade,
Se morremos por ela de encantos
E só nos deparamos com tanta falsidade...?

Onde está a felicidade...
Se por ela somos em prantos
Nesta busca pela eternidade ?!

É que não sintonizamos as relações verdadeiras,
Não nos lembramos das motivações primeiras,
Esquecemos a pureza e o amor espontâneo!

Felicidade é o sorrir sereno,
É a alegria do ser enquanto pequeno,
É o equilíbrio fulcrado na beleza da vida !

Felicidade é uma estreita porta
E quando a ultrapassar mais nada importa,
Porque terei renascido em mim mesmo,
Porque não mais tropeçarei vagando a esmo
Porque o horizonte se desdobra !

Felicidade é tudo isto que sinto,
No alvorecer de cada dia renovado,
Na certeza do que vivo e não minto,
Na alegria de ter a luz vislumbrado !!

enviada por Rodrigo



12/06/2005 13:08
Descrição de uma musa


Flavos cabelos brindam em liberdade,
uma doce beleza sob as ondas
da teia aloirada que se alonga
nos rencantos da tua mocidade.

E ao me por a olhar-te, à vontade,
descuidada de toda essa beleza;
cada vez mais eu tenho mais certeza
de que a natureza copiou-te a majestade.

És tão bela, quão bela, é a amizade,
que flui de ti como fosse perfume,
me instiga a poesia vir a lume
aplacar, do meu peito, a soledade.

És sereia do mais raro cardume:
Beleza que prescinde de vaidade!


enviada por Rodrigo



25/05/2005 18:51
Meus castelos de areia

O mundo rola em avalanche
Efêmera, segue a vida em sua metamorfose
Até montanhas em processo de desmanche
Imensuráveis temporais ofertados em doses.

Um ínterim, interregno, pedaços de tempo
Volatilidade é o que resta na paisagem
O meu relógio, preguiçoso, continua lento
Enquanto o elenco renova sua roupagem.

Indiferente a mutações constantes
Fico na areia branca a construir castelos
Em véu de espuma, a água deslumbrante
Esmaga meus sonhos - e tudo que anelo.

Também o amor requer suas fundações
Sem alicerce... só fachadas suntuosas
Delírios embalados em falsas emoções
E na ressaca... as implosões copiosas.

A ilusão nos faz acreditar em tudo
Até mesmo que um grande amor existe
Mas de repente... simulado... é um ludo
Um simples jogo que domina e persiste.

O tempo passa – enquanto a vida continua
Não só de areia o castelo se edifica
Depois do sol, bem mais bela vem a lua
E novos sonhos o futuro edifica.


enviada por Rodrigo



09/05/2005 17:30
...

Um homem é na verdade
uma síntese do eterno
por entre o céu e o inferno,
em toda a eternidade.

E em sua eterna jornada
na imensidão do destino,
um homem é um menino,
no todo e em quase nada.

Do nada lhe resta a vida
e toda sua esperança
de ver o céu nas andanças
por terras desconhecidas.

Um homem é na verdade
a bússola de si mesmo,
pois viaja o céu, à esmo,
aprendendo a liberdade

de aprender a verdade...
de aprender ser eterno...
Pois, apesar do inferno,
um homem é vazio e pura vaidade.



enviada por Rodrigo



03/05/2005 08:14
Fome poética

Rescaldo da pobreza epidêmica,
por sob as cinzas da falsa moral,
dormi a minha infância espectral,
um lactente de esperança anêmica...

Sobrevivente da fome sistêmica,
que senta à mesa dos faustos jantares,
vivi a juventude e seus pesares,
a sobejar em fome ecumênica.

Hoje me escondo da caquexia,
a grande epidemia planetária,
atrás desta covarde poesia.

Faço da fome obra literária;
sirvo no prato da ortografia:
Sinópses de minha poética culinária.

enviada por Rodrigo



24/04/2005 11:45
Seca poética

Estou árido... Estéril de mim!
Retirante do estio de minh´alma,
Não há sequer uma semente salva,
Nem mesmo um só broto de alecrim.

Plantei orquídeas e colhi capim.
A praga devastou-me a poesia!
Sou um espectro da melancolia,
Que me devora e não chega ao fim.

Poeta já não sou, murchou-se a lira!
Resta-me um só verso que delira
No inóspito deserto do meu ser.

Um verso de amor, do antigamente,
Que resistiu plantado em minha mente
Como um castigo que fiz merecer.

enviada por Rodrigo



19/04/2005 12:15
Funeral

Luz morta, claridade opaca, tarde fria.
Tumba de luz em retiro da natureza,
Desencanto, absorção !

Vento inconstante e fugidío,
Em despedida final de abandono...
O coração pesa agora sua tristeza,
Na penumbra cinzenta a natureza,
Na nostalgia quimeras sem dono !

... E a luz cambaleia silente e triste
pelas plagas distantes...
Sem ocaso, sem crepúsculo,
Mortalha pálida de melancolia...
nesse triste momento de minha vida.

enviada por Rodrigo



03/04/2005 14:12
Soneto

Quando na escuridão me encontrar,
Para encontrá-la, meu tato usarei,
Seguirei o seu cheiro que exala no ar,
E quando a encontrar, eu a abraçarei.

Com este terno abraço eu a beijarei...
Beijarei a sua boca, e irá se arrepiar,
E com emoção seu corpo apertarei,
Usando ternura e carinho me amará.

Neste lugar estranho sem lume, obscuro
O oposto a você que tem luminosidade,
É você que me faz protegido e seguro.

Este lugar demonstra a sua claridade
É a você e seu amor que tanto procuro
É você que amo e só contigo encontro felicidade.

enviada por Rodrigo



01/04/2005 18:10
Minha lua

A lua de que falas... eu não vi!
Vi nuvens plúmbeas sob o horizonte!
Será que a tua lua é dos amantes
ou se reserva em brilho só pra ti?

Quem sabe escreva versos que não li,
ou não alcançam o meu entendimento!
Quiça eu não cumpri meu juramento,
quando, a primeira lua, eu conheci!

Não sei! não sei! Jamais entenderia...
A lua tem seu própio sentimento!
É preferível olhar no firmamento
e imaginar a lua que eu queria.

enviada por Rodrigo



20/03/2005 14:28
Versos de saudade

O que faço das saudades que em mim moram
Já que são sementes, já que são raízes?
Saudades das donzelas, as meretrizes,
que emprestavam amor... Onde elas foram?

Saudades da primeira namorada,
do primeiro beijo, do primeiro abraço...
seu peito em meu peito acertando o passo...
sua boca ansiosa, pequena morada

de um amor nascente como a luz do dia,
mas que foi crescendo para eternidade;
para o destino separar e virar saudade,
e uma vez saudade virar poesia.

O que faço das saudades que em mim moram
Já que deram frutos, já que germinaram?
Saudades que os anos não apagaram,
de todas as noites que os meus dias choram!
enviada por Rodrigo



17/03/2005 17:04
Vozes...

O passado caminhava pela areia
como sombras dos teus pés pelo caminho...
E o sol me olhava a caminhar sozinho
como se vida fosse coisa alheia.

Do mar, zunia um canto de sereia
como soluços náufragos de um amor,
E o sol me olhava a evolar calor
como se queimasse as minhas veias.

Do vento, viam-se redemoinhos
como lembranças carregando areia,
E sol me convidava para a ceia
onde a saudade era o buquê do vinho.

Sozinho caminhei ao sol se por
com o coração dolente em desalinho,
E sol largou-me a mendigar carinho
deixando a lua a me prestar favor...

enviada por Rodrigo



14/03/2005 18:22
Poesia

14/03 - Dia da poesia...

A música da alma, do coração, dos sentimentos,
A eterna melodia cantada por todas as gerações,
Fonte de inspirações e de inspirados momentos,
Canção de todas as idades, para todos os corações.

Teu conjunto canta, no romântico, a suavidade,
No hostil, a interpretação da inverdade,
Em quem ama, muito mais que alegria: felicidade!
Naquele que sofre: a tristeza e a saudade!

Poesia é mais do que simples rimas ou versos,
É a vida, a alma, o corpo e todo o universo,
É o cantar do pássaro, o cair da chuva,
É o perfume, a estrada, a reta e a curva!

Poesia é o texto em prosa, que reflete a alma,
É a canção de amor que nos acalma,
É a voz de um anjo a ninar a criança,
É a maneira mais terna de se manter a esperança!

Poesia é o espelho do compositor
Reflete a essência da alma e do amor,
Da alegria, da dor e da decepção,
Da felicidade, da certeza, da criação.

Reflete, do poeta, a sabedoria
A inteligência, a astúcia, a ironia,
A solidão, o silêncio, a saudade,
A crença, a sinceridade.

Poesia é o sangue corrente em minha artéria,
É o que faz eu me sentir amado e mais amar,
É o que me engana, negando que estou envelhecendo,
É o que me faz poeta e me faz sonhar!

enviada por Rodrigo



12/03/2005 19:08
Poesia

Ser poeta não é versos fazer.
Qualquer um que disponha de cultura
pode estudar o assunto e os escrever.
Pode até dizer coisas com altura.

Alguns escrevem versos por lazer,
para matar o tempo com brandura,
mas sem poesia alguma neles ver.
Assim é o caso aqui nesta escritura.

Poesia há de ter uma fina história
e harmonia de sons para ter glória.
Ela tem que nascer do coração.

Ser poeta é ser um alguém sensível,
é converter o incrível em possível,
e questionar, seria tudo isso poesia então?.
enviada por Rodrigo



10/03/2005 18:52
...

Pela lente da arte
a mulher é a beleza,
a própria delicadeza,
no todo e em cada parte.

Pela lente do amor
a mulher é a paixão,
o ímã da sedução
do coração sedutor.

Pela lente da ciência
a mulher é intuição,
uma terceira visão
de aguçada inteligência.

Pela lente dos meus versos
a mulher é a essência
da arte, do amor, da ciência:
A alma que anima o universo!

Apesar de atrasado, esse post é em homagem a mulher; e a seu dia internacional...
enviada por Rodrigo



06/03/2005 16:15
Fim de um amor em Si bemol

Foi-se a derradeira nota musical,
claudicante, em dissonante sofrimento:
Um Si bemol, choro de acordes, um lamento,
a sostenir o fim de um triste recital.

A partitura enverga o seu final!
Resta a última clave em solidão,
no insofismável sepulcro da canção,
como se fora um doente terminal.

Foi-se a última lágrima de paixão,
a oscilar em Si bemol, cruel destino,
deixando um amargo rastro no refrão...

Como um mugido de dor do violino.
Restam-me apenas sussurros de ilusão
e as lamúrias do amor se consumindo...

enviada por Rodrigo



03/03/2005 20:25
Profile


Sou um homem a destilar a cultura
da culta humanidade dominante;
Um pigmeu no meio de gigantes,
que, a estes, se iguala em estatura.

Professo, com vileza, a impostura,
que a culta elite nega com veemência.
Me doem os vestígios da decência
que outrora animava a criatura.

A ingurgitar meu ódio ruminal,
vivo da sanha daqueles que se omitem,
a oferecer-lhes razões pra que vomitem
as dejeções premidas da moral.

Eu sou, portanto, o homem normal,
que toda a humanidade anuncia.
Semente, a germinar, que, hoje em dia,
incuba um neófito mais amoral.


enviada por Rodrigo



22/02/2005 19:31
...

Silêncio que assume meu canto,
Incomoda, entristece,
Provoca o pranto.
Melodia sem sentido,
Sem palavras, sem ruídos,
Apenas pensamentos,
Intimamente perdidos.
Encontro com a solidão necessária,
Busca da solução arbitrária,
Momento único de recolhimento,
Sem paz, nem alegria,
Mas sem tormento.
Silêncio que invade a alma,
Esvaziando a mente,
Docemente,
Forçando o coração demente,
A não pensar no amor inexistente.
Solidão que pára o tempo,
Transforma a guerra em batalha,
Machuca feito navalha,
Cortando o corpo da gente.
Solidão tão companhia,
Nos momentos de agonia,
Calmamente anuncia,
Que após a noite, vem o dia!

enviada por Rodrigo






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