24/04/2005 11:45
Seca poética
Estou árido... Estéril de mim!
Retirante do estio de minh´alma,
Não há sequer uma semente salva,
Nem mesmo um só broto de alecrim.
Plantei orquídeas e colhi capim.
A praga devastou-me a poesia!
Sou um espectro da melancolia,
Que me devora e não chega ao fim.
Poeta já não sou, murchou-se a lira!
Resta-me um só verso que delira
No inóspito deserto do meu ser.
Um verso de amor, do antigamente,
Que resistiu plantado em minha mente
Como um castigo que fiz merecer.
enviada por Rodrigo
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