03/05/2005 08:14
Fome poética
Rescaldo da pobreza epidêmica,
por sob as cinzas da falsa moral,
dormi a minha infância espectral,
um lactente de esperança anêmica...
Sobrevivente da fome sistêmica,
que senta à mesa dos faustos jantares,
vivi a juventude e seus pesares,
a sobejar em fome ecumênica.
Hoje me escondo da caquexia,
a grande epidemia planetária,
atrás desta covarde poesia.
Faço da fome obra literária;
sirvo no prato da ortografia:
Sinópses de minha poética culinária.
enviada por Rodrigo
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