25/05/2005 18:51
Meus castelos de areia
O mundo rola em avalanche
Efêmera, segue a vida em sua metamorfose
Até montanhas em processo de desmanche
Imensuráveis temporais ofertados em doses.
Um ínterim, interregno, pedaços de tempo
Volatilidade é o que resta na paisagem
O meu relógio, preguiçoso, continua lento
Enquanto o elenco renova sua roupagem.
Indiferente a mutações constantes
Fico na areia branca a construir castelos
Em véu de espuma, a água deslumbrante
Esmaga meus sonhos - e tudo que anelo.
Também o amor requer suas fundações
Sem alicerce... só fachadas suntuosas
Delírios embalados em falsas emoções
E na ressaca... as implosões copiosas.
A ilusão nos faz acreditar em tudo
Até mesmo que um grande amor existe
Mas de repente... simulado... é um ludo
Um simples jogo que domina e persiste.
O tempo passa enquanto a vida continua
Não só de areia o castelo se edifica
Depois do sol, bem mais bela vem a lua
E novos sonhos o futuro edifica.
enviada por Rodrigo
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